As comédias multicâmera gravadas no set, com uma platéia ao vivo, têm um espaço muito pequeno no momento. Elas deixaram de ser a base onde os canais costumavam construir suas grades, para sair de moda dando lugar aos dramas de alto conceito e com uma mistura de gêneros. Curiosamente, apesar do sentimento de que o modelo ficou preso no passado, o formato experimentou um renascimento nos últimos dois anos, graças, acima de tudo, à Netflix. A ressurreição de ‘Fuller House’ e o compromisso com ‘o Rancho’ foram novas amostras da expansão da plataforma, e lá também entrou ‘One Day at a Time’ (Um dia de cada vez) , uma nova versão de uma velha comédia dos anos 70.

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Essa série foi uma daquelas produzidas por Norman Lear , lenda viva da televisão americana, que se especializou no que veio a ser chamado de “comédia social”. Com a embalagem das comédias de família sobre a classe trabalhadora, Lear aproveitou para que seus personagens pudessem discutir os assuntos mais quentes da sociedade da época. Os protagonistas de ‘One Day at a Time’ são uma família de origem cubana que vive em Los Angeles.

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Em cena estão Penelope (Justina Machado), a ex-enfermeira militar que trabalha em um consultório médico, seus filhos adolescentes Elena (Isabella Gomez) e Alex (Marcel Ruiz) e sua mãe, Lydia (Rita Moreno), que foi para os EUA como uma das crianças evacuadas de Cuba em uma antiga operação. Ainda devemos acrescentar Schneider (Todd Grinnell), um hipster de 40 anos que passa mais tempo com essa família do que em sua casa.

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Com sua primeira temporada, ficamos surpresos e fomos conquistados. Em seu retorno, ela mostrou que as histórias da família ‘Álvarez’ prendem tanto quanto, ou mais do que qualquer pirueta de roteiro ou investimento de meios técnicos. ‘One Day at a Time’ confirma que a magia da série está em seus personagens, e em nos fazer importar, pois as histórias que eles contam são honestas e têm um coração.

Isso na verdade é o que distingue essa comédia do resto, e é o que permite que ela se eleve acima das convenções formais de seu formato. O coração e a empatia que está em todos os episódios, permitem desempenhar não só o reconhecimento de um adolescente que é gay, mas a política de imigração cruel dos Estados Unidos e até mesmo alcoolismo, estresse pós-traumático e relacionamentos abusivos.

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Todos esses assuntos são abordados de uma maneira particular, onde você poderá rir e chorar quase que ao mesmo tempo. É sem dúvida uma experiência especial assisti-la.

Curiosidade:

O seriado original durou nove temporadas e venceu três Globos de Ouro e dois Emmys.

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