Rafael Losso | Dos palcos e telas para o CinemaSim :-D


Como ator há a possibilidade de explorar e viver tantas vidas quanto possível, e para o ator Rafael Losso esse tem sido um momento especialmente propício nesse sentido. Vindo do personagem Zé Victor, um garimpeiro na novela O Outro Lado do Paraíso, grande vitrine no horário da 21h na Rede Globo, ele ainda viveu também recentemente o lutador de vale tudo, Erick, em Rio Heroes – Fox – e o Skinhead Capitão na primeira temporada da série Rotas do Ódio – do Universal Channel que deve ganhar uma segunda temporada em breve –  segue trabalhando em dois projetos no cinema.

Foto: Leo Fagherazzi | Stylist: Rafael Menezes | Beauty: Vanessa Sena

Fazendo teatro desde a adolescência, Rafael tem transitado bem entre palcos e sets em todos esses anos e foi sobre essas possibilidades e projetos que ele contou um pouquinho pra gente nessa entrevista proporcionada pelo Egberto Jared e a equipe da Melina Tavares Comunicação que cuida da assessoria de Rafael.

 

Foto: Leo Fagherazzi | Stylist: Rafael Menezes | Beauty: Vanessa Sena

Rafael, ser artista é explorar as mais diversas experiências, e atuando, você consegue viver vidas tão diversas quanto se possa imaginar. Quais dessas vidas já experimentadas te desafiou mais, tanto o processo de compor, viver e o de deixar para trás?

Acho que todo personagem é um desafio. Uns vão mais fundo e exige mais do corpo e da própria visão de mundo do ator. Porém, personagens leves também podem ser tão difíceis quanto. Acredito que o maior desafio já está em compor outro alguém. Se eu pudesse enumerar três papéis estimulantes, seria o Maicon, do “Sob Pressão”, o Capitão do “Rotas do Ódio” e o Zé Victor do “Outro lado do Paraíso”. Ambos são figuras bem diferentes e passaram por situações extremas, sendo assim é um desafio entender o tom de cada um, mas muito gratificante quando se vê o resultado nas telas.

Dos personagens já conquistados até hoje, qual te dá mais orgulho falar: “Eu fiz e foi incrível.”?

Tenho orgulho de quase tudo que já fiz. Mas citando o Maicon novamente, reafirmo como foi especial esse personagem, que trouxe uma temática social muito profunda, a questão da Aids. Na época, pelas respostas que obtive do público posso dizer que me orgulho muito de ter passado essa vivência pra quem assistiu.

Teatro, tv, cinema, tocar, qual outro talento teremos a chance de acompanhar o Rafael explorando em breve?

Ainda quero mostrar mais da minha música, mas confesso que amo dançar. Então seria muito legal poder fazer um dançarino a qualquer hora. (risos)

Nos conte como tem sido viver personagens tão distintos como um garimpeiro, um skinhead e um lutador e os personagens dos longas Virando a Mesa e Intervenção que têm uma proximidade maior com a realidade da polícia em nosso país?

Confesso que me sinto privilegiado por viver personagens tão distintos um do outro. É uma maravilha. Desenhar essas pessoas é o que mais me empolga na profissão, porque é um aprendizado constante, tanto como artista quanto ser humano. Acredito no poder das boas histórias e dos personagens fortes, pois fazem refletir.

Foto: Leo Fagherazzi | Stylist: Rafael Menezes | Beauty: Vanessa Sena

Como tem sido o retorno do público dos que já foram ou ainda estão em exibição?

Tem sido muito legal. É muito gostoso quando o público fala: “Quando você volta pra tv, estamos com saudade”. Isso é sensacional. Mas, também, quando me dizem: “Te vi fazendo Shakespeare no teatro.”, dá um orgulho enorme. O acesso à tv é mais fácil, por isso adoro quando as pessoas vão ao teatro. É essa busca por cultura que faz com que eu me sinta mudando alguma coisa.

Quanto aos longas, o que você já pode compartilhar conosco? E o quanto se aproximar desses mundos têm influenciado ou transformado a sua percepção sobre essas questões?

São dois personagens muito distintos um do outro. Em “Virando à mesa” faço o melhor amigo de um policial. É uma trama que mistura humor, muita ação e, também, romance. Além disso, traz uma espiral de acontecimentos que incluem motoqueiros agiotas e, sadomasoquistas enlouquecidas e um assalto ao jogo de Mazzilli. Digo que é um filme para se divertir. Já em “Intervenção”, considero que o público vai assistir a um chamado de alerta, de reflexão muito pertinente ao cenário atual do Rio de Janeiro e do Brasil. Na trama, interpreto Aloisio, um tenente da Polícia Militar. A história, que é baseada em fatos reais, aborda a rotina dos policiais nas UPPs e a relação deles com os cidadãos que são (ainda) reféns do tráfico e da milícia no Rio de Janeiro.

Foto: Leo Fagherazzi | Stylist: Rafael Menezes | Beauty: Vanessa Sena

E o quanto se aproximar desses muitos têm influenciado ou transformado a sua percepção sobre essas questões?

Cada personagem te ensina alguma coisa, seja sobre o lado mais violento e sabotador do ser humano, ou pela incrível capacidade que as pessoas têm de sentir empatia e realizarem feitos que marcam a história da humanidade. Cada processo da criação de um personagem permite ao ator um aprendizado único, e quando a arte está à serviço de questões sociais relevantes, é ainda mais mágico se envolver. Então, que venham muitos papeis assim!

Comente algo que você queira ou deixe uma mensagem para os seus fãs que acompanham o CinemaSim.

Gente, meu recado dessa vez é de atenção. As eleições estão chegando, mais uma vez temos a chance de melhorar nosso país por isso vamos votar com precisão, estudados,  sabendo de fato em quem estamos votando. E vamos rumo a um futuro melhor pro nosso povo.

 

Gostaram? Nós adoramos! Obrigada Rafael e equipe Melina! Muita luz pra vocês.

 

Breve voltamos com mais.