Reencontro | A chave das portas de Los Angeles para o Storytelling da La Casa de la Madre


Storytelling, a já reconhecida ferramenta que utiliza a linguagem cinematográfica para contar histórias pertinentes e envolventes é a essência da  produtora La Casa de la Madre, e por pensar Cinema e aproximar cada vez mais a sua linguagem e o seu modo de fazer do cinematográfico é que eles têm conquistado cada vez mais reconhecimento e espaço no mercado audiovisual.

A comprovação disso vem se apresentando através de suas recentes premiações, que ultrapassam o território nacional, como por exemplo a campanha “Movido a Respeito” – uma parceria com a Rede Globo -, que foi premiada com o Leão de Prata em Cannes, na categoria Creative Data;

O documentário “Huni Kuin – Os Últimos Guardiões”, sobre o qual nós já falamos em 1 Curta, 5 motivos para assistir | Huni Kuin – Os Últimos Guardiões e em Podcast | La Casa de La Madre e o poder de se saber contar uma história, foi selecionado para participar do DC Shorts Film Festival and Screenplay Competition, de 7 a 17 de setembro, em Washington;

E ainda o curta-metragem “Reencontro”, com roteiro de André Castilho e direção de cena de Jorge Brivilati, ambos da La Casa, direção de fotografia de William Sossai e produção executiva de Paulo Geraissate, produzido e lançado em 2016, na época das Olimpíadas no Brasil para uma campanha da LATAM, que foi premiado em 2016 com ouro no Ciclope Festival, agora foi selecionado para ser exibido e competir no 21º LA Shorts International Film Festival, que acontecerá de 2 a 10 de agosto, em Hollywood, Los Angeles.

Nele acompanhamos o desenrolar de um reencontro entre um avós e seu neto que estavam afastados há anos por conflitos desconhecidos, porém que estão implícitos no modo de se manifestar de cada um e nos silêncios que compartilham até encontrarem um caminho pelo diálogo. É perceptível o cuidado, as referências e o comprometimento em contar uma história que fosse capaz de fazer sentido para quem assiste.

Nas postagens Storytelling com alma de cinema e O dia em que o branded content alcançou a Sétima Arte, no perfil da produtora no Medium eles contam que o intuito desde a fundação da La Casa foi “Contar Histórias que mudam o mundo”, como se desenvolveu o processo criativo e destacam alguns pontos que contribuíram para essa conquista, os quais eu deixo abaixo.

  1. Maturidade da marca;
  2. Relação horizontal de parceria, não de cliente-fornecedor;
  3. Liberdade autoral;
  4. Tempo para fazer o projeto direito, sem atropelamento de cronograma;
  5. Equipe de filmagem com as pessoas mais talentosas que conhecemos;
  6. Entendimento da marca em transmitir suas mensagens e valores através da história, sem querer roubar a cena com exposição forçada de produto.
  7. Encadeamento de emoções e conflitos que fogem do mood “família margarina” da publicidade.
  8. Direção de atores trabalhando várias camadas de profundidade nos personagens, explorando os subtextos do roteiro;
  9. Produtores de áudio (mdois) com sensibilidade para interpretar a história, dar profundidade às cenas e conduzir a emoção do espectador.
  10. Verossimilhança nos mínimos detalhes (vide a cena da raquetinha de pernilongo); 
  11. Respeito da marca ao tempo do filme. Drama é feito de silêncios.