Esse texto pode conter spoilers e doses de auto ajuda.

Eu adoro o filme Clube dos Cinco, já perdi a conta de quantas vezes assisti e há alguns dias atrás assisti de novo. Adoro as músicas velhas, as roupas, o estilo de narrativa, a fotografia, os clichês e eu adoro a mensagem que ele tem. Eu sei que existem também muitos problemas nesse filme, mas isso é assunto pra outro texto.

Eu gosto muito desse filme porque ele traz algumas questões muito importantes para o público ao qual ele se destina: adolescentes e pessoas na faixa dos 30 anos.

Ele fala sobre aceitação não só de si mesmo, mas também de pessoas a sua volta. Quando os 5 alunos são mandados para a detenção, eles sabem quem são aquelas pessoas com quem terão que passar o sábado. A patricinha, o nerd, o atleta, o valentão e a esquisitona. Mas o que eles não sabem é que, apesar de diferentes, todos eles têm problemas e alguns bem parecidos.

Quando eles colocam todos os preconceitos de lado e se despem da imagem que tentam passar para os outros, começam a dividir seus dramas e fazer confissões sobre suas vidas pessoais e na escola.

Todos eles estão ali por um motivo, porque aprontaram alguma coisa, mas os motivos que os levaram até ali é que os faz desmontar e abrir o coração e é também o que me faz desmontar. Para além da sequência deles dançando na biblioteca, o momento em que eles começam a dividir suas angústias é meu momento preferido.

Sentir que não se encaixa no mundo ou nas expectativas de outras pessoas pode nos levar a ações extremas, como agressão e tentativa de suicídio.

Eu quis escrever sobre Clube dos Cinco porque o mês de setembro é marcado pela luta contra suicídio e conscientização sobre depressão e saúde mental e o longa traz uma mensagem importante sobre isso: você não está sozinho com seus problemas e tudo bem conversar sobre isso. Inclusive você deve conversar sobre eles.

Nada do que você está sentindo ou que está te angustiando é frescura e você tem, sim, o direito de se sentir dessa maneira, apenas procure ajuda e converse com alguém, seja esse alguém profissional ou não. Os problemas sempre parecem maiores na nossa cabeça. Quando a gente começa a por pra fora a gente começa a ver que eles podem ter solução. É claro que é um caminho longo, mas eles podem ter solução. 

Agora, se você é a pessoa que é procurada por alguém com problemas, escute essa pessoa e não julgue. Tente ajudá-la a encontrar uma solução, escute o que ela tem a dizer sobre seus sentimentos e nunca minimize a dor de outra pessoa. Não seja um Diretor Richard Vernon.


Por Tainah Fernandes
Campineira, jornalista e ariana, mas tudo no bom sentido. 

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