Nota:

Título Original: The Mercy Lançamento: 26 de abril Direção: James Marsh Roteiro: Scott Z. Burns Gênero: Drama Elenco: Colin Firth, Rachel Weisz, David Thewlis, Ken Stott Nacionalidade: Reino Unido
6.0
Pros
Atuações.
Cons
Arrastado em alguns momentos.

Partindo da premissa de que todos somos agentes de nossas conquistas e perdas, e como bem reflete a Thaís Polimeni nesse vídeo da Cult, ROTEIRISTA DE “PRAÇA PARIS” FALA SOBRE SEU PRIMEIRO ROTEIRO | tvcultcultura, todos são vítimas e culpados, na história de Donald Crowhurst  isso não é, em minha perspectiva, diferente.

Inspirado num acontecimento real, o filme Somente o Mar Sabe, protagonizado por Colin Firth e Rachel Weisz narra a tentativa desse homem que com um barco inacabado, seus negócios e sua casa em risco, deixa sua esposa Clare (Rachel) e seus filhos para trás, hesitantemente para embarcar numa aventura em seu barco, o Teignmouth Electron para competir em 1968 na Sunday Times Golden Globe Race, com a esperança de se tornar a primeira pessoa na história a dar a volta ao mundo sem parar.

Sonhar e acreditar, é arriscar-se no desconhecido, e é exatamente isso que Donald faz, arrisca tudo que possui para realizar o grandioso e ao mesmo tempo tão perigoso desejo de se tornar o primeiro homem a executar tal jornada nas condições propostas.

PRAÇA PARIS | CRÍTICA

O filme que fez sua estreia recentemente no Brasil denota questões tão pertinentes e intrínsecas à nossa sociedade, como liberdade de imprensa e a responsabilidade com a informação, a conquista de popularidade, reconhecimento e retorno financeiro a qualquer custo, capacidade de ouvir o outro até mesmo naquilo que ele não está explicitando, empatia, sensibilidade, responsabilidade política e social do governo com o bem estar de seus cidadãos, depreciação, exclusão e auto exclusão do ser humano mediante a falha e a impossibilidade de compensação financeira e ainda uma competitividade desmedida.

Colin em uma atuação carregada de melancolia e desespero nos deixa numa posição de angústia, compadecimento e até uma certa irritação, enquanto Rachel nos afaga com sua postura esperançosa, amorosa e tão sensibilizada pelo marido e a jornada a qual ele se propôs, enquanto tenta ser ao mesmo tempo a fortaleza que resguarda seus filhos das consequências dessa difícil realidade.

O TERCEIRO ASSASSINATO | CRÍTICA

É certo que a obra tem algumas lacunas e fica um pouco carregada, arrastada em muitos momentos, mas nada mais humano que isso, afinal não há uma frequência precisa em nossas próprias trajetórias. No mais é um filme reflexivo, no qual o homem condicionado por seus desejos e impulsos na busca por realização ao se ver isolado padece rodeado pelo medo, as dúvidas e a esperança de contornar o que lhe atrai e assusta tanto ao mesmo tempo.  

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