Trolls | Crítica


Muito antes da palavra “Trolls” (termo de origem nórdica) ser usada para se referir àqueles que se envolvem em um insulto e, em suma, atacar outros através da Internet, já tinha sido introduzida em alguns países para se referir a algumas figuras mitológicas que viviam na floresta. No entanto, houve um outro uso que tornou-se popular entre os jovens e foi para caracterizar os bonecos trolls criados por Thomas Dam no final dos anos 50.

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Precisamente inspirados por estes bonecos, nasce a mais recente produção da DreamWorksTrolls‘, dirigida por Mike Mitchell e estrelado por Anna Kendrick e Justin Timberlake, com estrelas de TV como Zooey Deschanel (estrela de ‘New Girl’) e Kunal Nayyar ( Raj na “Teoria do Big bang“)

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‘Trolls’ conta a história de uma pequena espécie, que vive subjugada por Bergens terríveis, que se alimentam deles sob a crença de que a única maneira de conhecer a felicidade é comendo Trolls em um festival que eles chamam de ‘trollsticio‘. Depois de várias décadas presos, eles conseguem escapar do cativeiro, e estabelecem uma colônia longe do perigo.

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Guiado pela Princesa Poppy (Anna Kendrick) e seu pai, os trolls têm desfrutado de vários anos de paz e tranquilidade, que os levou a viver uma vida mais despreocupada e indiferente ao perigo que os ameaçava. A exceção é Branch (Justin Timberlake), que vive isolado do resto de sua família em um bunker e passa o dia a preparar as suas reservas para uma possível invasão, sendo encarado como paranoico por seus amigos. Mas como nem tudo na terra de fantasia criada pela DreamWorks são flores,  seu covil é descoberto pelos Bergens, e é aí que começa uma grande aventura.

A ideia da animação e seu roteiro, não vão muito além daquela em que a DreamWorks nos ambientou, por isso temos uma tipologia de personagens, e situações muito semelhantes a outros clássicos que foram criados pelo estúdio de animação fundado por Steven Spielberg.

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Os personagens do filme, embora não sejam particularmente originais, desempenham a sua função e são geralmente bastante sólidos em todo o longa.

Uma das coisas que podem ser atribuídos ao filme, é que o significado do “Trolar” na trama é mostrado minimamente, dando a impressão de que foi criado apenas para duas ou três piadas. Da mesma forma, os supostos vilões têm praticamente qualquer tipo de inventividade e são guiados pelos padrões do gênero, sendo muito lineares e previsíveis.

Para a direção, esse não foi um produto novo ou surpreendente. Por outro lado, Mitchell entrega um trabalho correto despretensioso e sem tomar muitos riscos, seguindo a tendência de ‘Shrek 4: Felizes para sempre por exemplo.

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Por outro lado, um dos pontos fortes do filme é sua trilha sonora, como em ‘Shrek’, usa as duas canções originais e clássicos, todos realizados pelo elenco do filme.

Outro elemento que se destaca no filme é o seu estilo de animação, que combina animação tradicional com cenas que simulam um livro de recortes, o que ajuda a introduzir saltos muito divertidos no argumento.

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Em suma, temos um filme a ser apreciado com as crianças, que têm a sua garantia de riso e diversão. Além disso, é impossível evitar mover os pés com algumas das canções que acompanham a história.

Data de lançamento 27 de outubro de 2016 (1h 33min)
Direção: Mike Mitchell (V), Walt Dohrn
Elenco: Jullie, Hugo Bonemer, Hugo Gloss mais
Gêneros Animação, Aventura, Fantasia, Comédia Musical
Nacionalidade Eua
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