Valerian e a Cidade dos Mil Planetas | Crítica


Valerian (Dane Dehaan) e Laureline (Cara Delavigne) são agentes especiais do governo dos territórios humanos, incumbidos de manter manter a ordem em todo universo. Seguindo as ordens de seu comandante (Clive Owen), Valerian e Laureline embarcam em uma missão para a cidade intergaláctica Alpha, uma metrópole composta de milhares de espécies diferentes de todos os quatro cantos do universo. Os habitantes de Alpha convergiram no tempo e no desejo de unir talentos, tecnologia e recursos para a melhoria de todos. Infelizmente, nem todos em Alpha tem os mesmos objetivos. Então os agentes precisarão acabar com uma operação comandada por grandes forças que deseja destruir os sonhos e as vidas dos dezessete milhões de habitantes.

Com roteiro e direção de Luc Besson, essa história é baseada no HQ francesa  Valérian et Laureline de 1967 na qual o cineasta é fã. A melhor definição do roteiro é: confuso. A forma como nos é apresentado esse mundo é muito apressada, não nos deixando ambientar com esse novo mundo, que é muito rico em detalhes, precisando de muita atenção pra perceber a riqueza. Outro problema é a mudança de foco, há subtramas dispensáveis que só fazem o filme se prolongar sem adicionar nada de substancial. O roteiro tem altos e baixos, há momentos que empurra a história para uma monotonia e em outros há muita correria e ação, não sendo bem dosada. A primeira parte do filme é a mais interessante. E mais uma vez vemos uma veia mística do diretor e, assim como O Quinto Elemento, o amor no final é o que importa. Outra característica sempre presente é o destaque que o mesmo dá às mulheres, diria que um fascínio, mais uma vez ele reforça a presença do feminino em seu filme de forma natural.

Sua direção é bem característica. misturando sempre bom humor em situações extremas e momentos que caem numa comédia, quase, pastelão, é um modo de dirigir já conhecido. Seu design de produção é rico e muito pessoal, impossível não lembrar do Quinto Elemento, tudo que vemos na tela é para nos levar para história e conhecer aqueles mundos tão variados. Essa é a maior força de Valerian, são tantas formas de vida diferentes, estranhas, mas interessantes e que interagem de maneira tão natural que é impossível não ficar maravilhado com tudo o que vemos. Os efeitos visuais são impecáveis e servem ao propósito do diretor, mesmo aqueles que são menos nobres.

 

Quanto ao elenco, Dane Dehaan se esforça para convencer como um cara durão e carismático, mas infelizmente não consegue se sobressair, é apenas funcional, sem chamar atenção verdadeiramente. Cara Delavigne acaba sendo o destaque, graças também a preferência do diretor, mesmo sem grandes talentos de atuação ela consegue ir além do seu companheiro. Clive Owen, apesar de aparecer pouco, sua presença é marcante como o antagonista e depois que entendemos sua motivação criamos um carisma por ele. Rihanna, a alienígena Bubble, tem como sua parte principal seu número musical, sendo o resto dispensável.

Valerian e a cidade dos mil plantas é um espetáculo visual que, apesar de um roteiro que não o favorece, vale a pena ser visto.

Título Original: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Lançamento:  10 de agosto de 2017 

Direção: Luc Besson

Roteiro: Luc Besson

Elenco: Dane DeHaan, Cara Delevingne, Clive Owen, Ethan Hawke, Rihanna

Gênero: Fantasia/ Ficção científica

Nacionalidade: França

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