X-Men Apocalipse | Crítica


A tão esperada sequencia de ‘X-Men: Dias de um Futuro Esquecidoestá finalmente no páreo, pronta para presentear os fãs com as novidades do Universo X. Agora humildemente trago a minha visão do novo trabalho de Bryan Singer.

O recente projeto da Fox nos apresenta aspectos que prometem bastante aos olhos dos espectadores. A mudança que rejuvenesce ainda mais a aventura com versões mais jovens de Jean Grey, Ciclope e Tempestade é um deles.xmen_apocalipsis_5-615x324

Dessa vez a história se passa dez anos após os eventos de ‘Dias de um Futuro Esquecido, o trio Magneto (Michael Fassbender), Mystica (Jennifer Lawrence) e Charles Xavier (James McAvoy) se separaram, mas voltam a se reunir quando uma nova ameaça surge, o destruidor mutante Apocalypse (Oscar Isaac). Este mutante que desde o início da civilização, foi reverenciado como um Deus é o primeiro e mais poderoso mutante do universo de X-Men.

Apocalypse acumulou os poderes de muitos outros mutantes, tornando-se imortal e invencível. Depois de todos esses anos ele está profundamente decepcionado com o mundo, e decide recrutar uma equipe de mutantes poderosos, incluindo Magento, para eliminar a humanidade e criar uma nova ordem mundial na qual ele irá governar.

Enquanto o destino da Terra é incerto, Mystica e Professor Xavier pretendem levar um grupo de jovens X-Men´s para impedir o grande vilão e salvar os seres humanos da provável extinção.

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Ao longo do caminho, temos uma história extremamente empolgante e divertida, mas com ela toneladas de efeitos especiais, CGI, Raios e flashes. Fato que eles são indispensáveis e de ótima qualidade, mas é melhor quando esses não parecem as vezes mais valiosos quanto o que está sendo contado. Mesmo assim o roteiro funciona muito bem, e fica melhor ainda quando desenvolve o drama pessoal de Magneto, onde podemos ver mais uma ótima entrega de Michael Fassbender.

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Sophie Turner, faz um belo trabalho e se molda perfeitamente ao seu personagem, não cabem comparações, e embora ela não tenha a elegância de Famke Janssen, a missão aqui foi cumprida. Nessa fase Jean Grey ainda não conhece a totalidade dos seus poderes, que são em parte revelados no momento certo, não há abusos e tudo é contato com um equilíbrio que até surpreende.

Por sua vez Oscar Issac construiu um Apocalypse forte, com uma voz imponente e os poderes exorbitantes, mas muito do seu apelo é enterrado sob camadas de maquiagem (como você deve se lembrar, a aparência do vilão sofreu alterações após ser ridicularizada na internet, e assim tentaram resultar em uma fisionomia mais digestiva à original). Embora isso conte como ponto negativo os talentos do ator e da direção deixam claro que ele é uma das maiores ameaças já vistas.

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A trilha sonora ambientada nos anos 80 se encaixa perfeitamente lembrando-nos grandes canções em assumidos instantes de nostalgia. E Existe certo humor referencial em alguns momentos, como quando citam o filme ‘Star Wars. – O Retorno de Jedi’.

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Entre os principais pontos fortes de X-Men: Apocalipse estão as histórias humanas por trás dos mutantes: um conto de amor frustrado, a tragédia de Eric e as dificuldades de Ciclope e Jean Grey, algo extremamente interessante para os fãs dos quadrinhos que também encontrarão muitas respostas para a calvície do professor e a origem das madeixas brancas da Tempestade.

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Confesso que não esperava o que vi, o filme também tem seus pontos negativos e seus excessos, mas no geral nos apresenta qualidade que por hora, consegue superar o status de negatividade.

Sem dúvida vale a pena ver X-Men: Apocalypse no cinema. Mesmo sabendo que quando chegar o fim, não terá algo que sirva de alimento para debates ou reflexões, eu recomendo.

Elenco: Alexandra Shipp, Ben Hardy, Evan Peters, Hugh Jackman, James McAvoy, Jennifer Lawrence, Joanne Boland, Josh Helman, Kodi Smit-McPhee, Lana Condor, Lucas Till, Michael Fassbender, Nicholas Hoult, Olivia Munn, Oscar Isaac, Sophie Turner, Tómas Lemarquis, Tye Sheridan.
Direção: Bryan Singer.
Roteiro: Bryan Singer, Dan Harris, Michael Dougherty, Simon Kinberg.
Produção: Lauren Shuler-Donner, Simon Kinberg.
Fotografia: Newton Thomas Sigel.
Montador: John Ottman.

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